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sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Dias melhores virão


Por mais que ainda doa, por mais que eu ainda tema, não vou ficar parada olhando pra trás e esperando você destruir o que sobrou de mim... Por mais que as lembranças ainda sejam fortes, eu já não tenho vontade nem sou idiota o suficiente pra deixar você mexer comigo outra vez. Eu vou além disso. Vou além desse sentimento pequeno que você sente por mim, e além das entregas pequenas que você fez por mim. Eu vou por um caminho mais seguro e confortável agora. Andando lado a lado com minha vontade de vencer tudo isso. Com minha coragem pra esquecer você e esquecer tudo que fui e tudo que te dei de mim em outros tempos...
Isso agora é passado. No presente somos eu e meu coração, lutando juntos por dias melhores... sem você....

Letícia de Freitas

sábado, 18 de junho de 2011

Tive medo, confesso.
E confesso que senti uma dorzinha lá no fundo, me dizendo que ainda havia mais por conhecer, mais caminho por seguir antes de voltar atrás. Mas eu sempre volto atrás, pra esse meu mundo confortável e estável.
Pras minhas certezas e teorias definitivas. Eu não sei até quando isso tudo vai durar, mas me agarro a cada migalha de estabilidade e equilibrio que posso. No fundo, tenho medo de um "eu" mais dinâmico e desconhecido... um "eu" que talvez me mostrasse tempestades, incertezas e mudanças que ainda não estou preparada para encarar....

Tudo tem seu tempo.

E as coisas... elas acontecem.



[LF]

quinta-feira, 12 de maio de 2011


E todas as vezes que se entregou não foi à fome, ou ao frio, ou ao medo.

Se entregou diversas vezes ao profundo desejo de amar.
Mergulhou nesse mar desconhecido, porque na realidade sabia que era naquele lugar que ela sempre quisera estar.

[LF]
Caminhou sem olhar para trás. E mesmo assim, algumas vezes chorou.
Por medo, por dor, pelo desejo do reencontro.
Aquele tipo de fraqueza que faz a gente querer voltar pra algum buraco escuro em que estávamos.
Mas ela não ia voltar.

Teve medo e agachou-se acuada algumas vezes, mas a vida era importante demais pra ela não fazer valer a pena. E era preciso recomeçar, sempre recomeçar...

E buscar dentro de si essa força que fazia tudo valer a pena.

[LF]

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Acendia sonhos pra sobreviver

Ela tinha medo mas sabia que aquela era a hora de mudar tudo de lugar, pra abrir espaços em sua vida. Pra poder acomodar melhor as coisas que ela queria de verdade. Pra poder correr atrás daquilo que ela realmente queria, ela fugiu.
Correu o quanto pode e não olhou pra trás.
Mas não fugiu como os que fogem de medo ou por covardia. Pois para fugir é que ela mais precisava de coragem.
Seria mais fácil permanecer ali, imóvel, intacta, cômoda. Mas ela resolveu fugir e se afastar de tudo que lhe impedia de crescer e de ser feliz.

Ela tinha medo, mas preferiu enfrentar seus demônios a continuar sendo escrava deles....

[LF]

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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Agora que pareço derrotada, agora que minhas forças acabaram, me encontro ao chão, desanimada, abatida, fracassada.
Minhas dúvidas e medos parecem ter sido mais forte que eu, e parece não haver mais forma alguma de seguir em frente, parece que chegou a hora de desistir e abrir mão de tudo.
Mas não vou permitir que esses pensamentos me dominem. Não posso permitir que uma derrota me faça desistir de toda a luta, pois, eu te digo, ainda estou nela. Ainda estou nessa luta e não vou desistir, por mais que meus medos me digam que não há nada que eu possa fazer. Eu sei que eu posso fazer algo: eu posso acreditar em mim, acreditar que sou capaz de lutar uma vez mais, de buscar aquilo que eu sou, o que eu quero.
Buscarei dentro de mim uma força soberana, que me ajude a suportar tudo isso e enfrentar de frente essa derrota.
Eu posso parecer triste e cansada agora, mas eu ainda não entreguei os pontos. Podem haver muitas lágrimas em minha face agora, mas nenhuma delas vai ser mais forte que meu desejo de chegar lá, no lugar que eu escolhi chegar... não só por mim, mas por todos que acreditaram em mim...
 Cair não é o fim, o fim é desistir de levantar.

(Letícia de Freitas)

São as lutas que você trava dia a dia que dizem quem você é e até onde você pode ir. [LF]