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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Agora que pareço derrotada, agora que minhas forças acabaram, me encontro ao chão, desanimada, abatida, fracassada.
Minhas dúvidas e medos parecem ter sido mais forte que eu, e parece não haver mais forma alguma de seguir em frente, parece que chegou a hora de desistir e abrir mão de tudo.
Mas não vou permitir que esses pensamentos me dominem. Não posso permitir que uma derrota me faça desistir de toda a luta, pois, eu te digo, ainda estou nela. Ainda estou nessa luta e não vou desistir, por mais que meus medos me digam que não há nada que eu possa fazer. Eu sei que eu posso fazer algo: eu posso acreditar em mim, acreditar que sou capaz de lutar uma vez mais, de buscar aquilo que eu sou, o que eu quero.
Buscarei dentro de mim uma força soberana, que me ajude a suportar tudo isso e enfrentar de frente essa derrota.
Eu posso parecer triste e cansada agora, mas eu ainda não entreguei os pontos. Podem haver muitas lágrimas em minha face agora, mas nenhuma delas vai ser mais forte que meu desejo de chegar lá, no lugar que eu escolhi chegar... não só por mim, mas por todos que acreditaram em mim...
 Cair não é o fim, o fim é desistir de levantar.

(Letícia de Freitas)

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Eu prometi ser forte e superar tudo o que houve. E eu venho tentando ser forte. Eu venho tentando não lembrar, não chorar, não sentir. Mas a verdade é que tudo continua ainda aceso dentro de mim, não como antes, mas há ainda algo aqui que fica martelando meu coração e minha mente e me faz ter vontade de chorar de vez em quando. Eu prometi começar de novo, viver outra coisa, viver de novo. Mas a verdade é que às vezes me escondo e as lágrimas vêm no ritmo daquela velha canção... Eu minto tantas vezes. Eu te busco tantas vezes em minhas lembranças. Eu digo "não me importo"... Mas por dentro meu coração quer gritar...
(Letícia de Freitas)

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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Eu senti muitas coisas naquele momento. E senti muito mais profundo do que já tinha imaginado ser possível. Doeu, sangrou, e algumas coisas dentro de mim morreram também... Eu poderia chamar de decepção, poderia chamar de frustração... Mas não... Aquilo não pode ser nomeado com palavras simples... Diria que nada pode descrever a sensação de ver seus sonhos e tudo que você acreditou por tanto tempo serem jogados ao chão e pisoteados... Direi apenas que foi morte... um parte de mim que não pode ser reconstruída e que ainda chora pedindo socorro...

(Letícia de Freitas)

São as lutas que você trava dia a dia que dizem quem você é e até onde você pode ir. [LF]